Fomos e representamos. Valeu muito a participação no sarau da biblioteca. Rolou uma sincera simpatia entre os animadores culturais presentes, que fabricou muitos belos sorrisos.
Teve muita coisa boa: cantores de todos os tons, poetas de todos os cantos, "causos" cantados e até causas contadas, como a história ao vivo e em cores da "fundadora" dos saraus em bibliotecas públicas. Márcia até ganhou brinde!
Quem não veio, não viu, não ouviu nem viveu este intervalo de tempo de não fazer nada, tempo de contemplação que é o templo onde a arte se faz, antes de virar simplesmente espetáculo.
Pensando em tempo, lembro que houve um tempo em que os saraus eram o melhor espaço para os novos artistas. Foi nos saraus do começo do século passado que surgiram os embriões modernistas, incluindo Chiquinha Gonzaga. Nos saraus eletrônicos do Circo Voador no Rio de Janeiro surgiu a geração de pop rock dos anos 1980 que até hoje agita a cena.
É... Os saraus continuam sendo um espaço possível para a mudança do cotidiano chato dos mercados estabelecidos. A diferença talvez esteja um pouco na idade dos revolucionários, nos "novos" artistas de hoje em dia.
Mas, como diria Cazuza antes do show, "o tempo não para!"...
terça-feira, 8 de junho de 2010
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